BOLINHAS DE GUDE IMPRECISAS

O mundo é cheio de imperfeições, mesmo que esse mundo seja uma fábrica produzindo peças em série. É impossível produzir peças 100% idênticas, então a questão transforma-se em mensurar quanta imperfeição é possível tolerar no processo de fabricação.

Cabe aos engenheiros, usando estatística, entender a margem de erro das peças produzidas, qual o nível aceitável de erro e o que pode ser feito para adaptar uma coisa à outra.

Não sabemos o processo de fabricação de bolinhas de gude e sabemos que dificilmente alguém se importará com as mínimas diferenças entre o diâmetro de uma e outra, mas é interessante observar como essas variações distribuem-se.

No vídeo abaixo, mostramos uma forma de perceber essa distribuição! Se as varas estiverem bem posicionadas, ao soltarmos as bolas de gude da parte mais alta das varetas, veremos cada bola caindo no ponto em que a distância entre as varas for maior que o seu diâmetro.

É interessante porque, assim como boa parte das variáveis quantitativas encontradas pelo mundo, o diâmetro das bolinhas distribui-se sob uma curva de Gauss, ou seja, há bem poucas bolinhas com diâmetros muito pequenos ou muito grandes, enquanto a grande parte delas apresenta diâmetro mediano.

Esse fenômeno também pode ser visto nas alturas, nos pesos e nas pressões sanguíneas de uma certa parte da população, no tempo gasto por certo grupo de estudantes para realizar uma prova, na duração de uma certa lâmpada, entre outros exemplos.

Imagem: Valéria Guimarães